Habitar e desbravar - Fichamento
FERDINAND, Malcom. Uma ecologia decolonial: pensar a partir do mundo caribenho. São Paulo: Ubu, 2022.
P. 50
O segundo ato que fundamenta o habitar colonial é o desbravamento. Os franceses “abatem” árvores. Longe de ser apenas uma circunstância da colonização francesa do Caribe, o abate de árvores foi uma condição do habitar. É preciso “matar” a árvore para que o habitar colonial possa acontecer, para que essas terras sejam “habituadas”. O desbravamento foi, aliás, uma tarefa muito difícil para os primeiros colonizadores de São Cristóvão pela falta de experiência e de equipamento.
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Evidentemente, os colonizadores franceses não foram os únicos a derrubar árvores. Os ameríndios também cortavam árvores para desenvolver sua agricultura. A diferença é que a colonização estabelece a seguinte relação: habitar é desbravar, habitar é abater a árvore. Somente a partir do momento em que a árvore é abatida, o habitar colonial começa.



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