Cena Bloco 2 - Ensaio Geral - Blocos Finalizados
Bloco da Sala Amarela
O bloco da Sala Amarela é concebido para trazer uma abordagem estética mais contemporânea ao espetáculo, aprofundando a reflexão sobre o tempo, memória e transformação. Ao contrário da primeira parte, que se dá na Sala Preta com uma atmosfera mais introspectiva e ligada à ancestralidade, a Sala Amarela oferece uma vivência mais dinâmica e fluida, conectando o público com o presente e suas repercussões no cotidiano.
A coreografia desse bloco é marcada por movimentos mais soltos e contemporâneos, incorporando elementos da dança afro-contemporânea, onde os corpos das bailarinas se tornam mediadores de uma discussão sobre como o tempo se manifesta no corpo. A tensão entre passado e presente é visível no modo como os movimentos são estruturados: há uma busca por expressar a memória do corpo, mas também a sua adaptação ao agora, ao constante fluxo do cotidiano.
A Sala Amarela, com sua luminosidade e energia vibrante, ajuda a amplificar essa transição temporal. Os figurinos, mais fluidos e leves do que os usados na Sala Preta, reforçam a ideia de transformação e mutabilidade, elementos que se tornam evidentes na coreografia. Os bailarinos, ao interagir com o espaço, parecem explorar como as memórias passadas, mesmo aquelas que não são totalmente conscientes, reverberam no momento presente e influenciam a forma como o corpo se move, reage e se adapta ao que está acontecendo ao seu redor.
Essa parte da cena busca também explorar o impacto da contemporaneidade no corpo, com movimentos que refletem a correria da vida moderna, a pressão do tempo, as pequenas e grandes mudanças cotidianas que moldam nossas existências. A iluminação, com tons mais quentes e saturados, contribui para a sensação de um tempo que está em constante movimento, uma representação do agora que nunca se repete e que está sempre se transformando.
A coreografia nesse bloco, ao mesmo tempo que busca refletir as influências do passado, também oferece uma interpretação do que significa viver o presente, como o corpo carrega consigo a carga das memórias e como essas memórias, quando conscientes ou não, afetam nossas escolhas, ações e interações. O bloco da Sala Amarela, portanto, encerra o espetáculo com uma reflexão profunda sobre o tempo, levando o público a perceber como ele se manifesta em seus corpos, na dança, e na vida cotidiana.
https://youtu.be/o7HtaXxuoKY?si=dNHutKnNFSqDGTt3



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